Empreg(h)abilidade

Como ser relevante no mercado em transformação

Digitalização está movendo o poder de decisão para as áreas de negócio

Pedro Bicudo

Como ser relevante no mercado em transformação

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No mundo digital, o valor estratégico de um CIO está diretamente ligado à sua capacidade de garantir a confiabilidade, disponibilidade e integridade da informação. Porém, a digitalização dos negócios está movendo o poder de decisão de compra para as áreas de negócio. Com isso, os fornecedores dominantes reposicionam suas estratégias para o CxO, que não seja o CIO. Essas empresas trabalham a imagem de confiabilidade, disponibilidade e integridade, reduzindo a voz do CIO nas decisões de “digital business”.

 

A consequência dessa consolidação de fornecedores é a redução das opções de compra nas quais a voz do CIO precisa ser ouvida. A redução de opções também é prejudicial ao negócio que, com poucas opções, paga mais caro por uma solução que talvez não seja a ideal. Ao mesmo tempo, notícias sobre crescimento de empresas médias e startups criam uma imagem de expansão forte do mercado. Como a inovação é mais associada às startups do que às grandes empresas, valoriza-se o papel estratégico do CIO na escolha de fornecedores.

Toda empresa digital tem em seu núcleo o software. É fácil perceber que uma empresa de drones não existiria sem software, mas é um pouco mais sutil perceber o software no carro, nos alimentos, no marketing e nos serviços, pois nesses o software fica invisível. Mas tente identificar um banco que não seja digital, ou uma empresa de varejo que não tenha e-commerce, ou uma pessoa que não usa celular. Devem existir, mas você não sabe o nome deles. Porque software está em tudo.

 

Para que a voz do CIO seja ouvida, ele ou ela precisa manter-se relevante durante a escolha das opções. Para alcançar esse objetivo devemos entender como a consolidação e a expansão podem coexistir no mercado de TI. Há uma literatura abrangente sobre inovação, mas a referência mais sólida é do professor Clayton M. Christensen em seu livro “The Innovator’s Dilemma”. A leitura é altamente recomendada. Ele explica como a dinâmica de inovação de uma grande empresa está voltada a resultados de curto prazo e como é pouco atrativo para a grande organização investir em inovação disruptiva.

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