Empreg(h)abilidade

DPO: quem será o encarregado pela LGPD nas empresas?

Profissionais de TI, do departamento jurídico e de relações institucionais são os mais cotados para acumularem a função de Data Protection Officer

Sergio Lozinsky

DPO: quem será o encarregado pela LGPD nas empresas?

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Os desafios para adequação à Lei Geral de Proteção de Dados (LGPD), que entra em vigor em agosto de 2020 no Brasil, não são exclusivos da gestão de TI. O departamento de recursos humanos também deve se preocupar, já que a legislação criou um cargo novo nas empresas que trabalham com coleta, armazenamento e tratamento de dados: o Data Protection Officer, ou, para simplificar, DPO. Embora a função possa ser ocupada por um prestador de serviços terceirizado, empresas tendem a voltar os olhos para dentro de casa em busca do perfil ideal para cumprir a função.

 

A primeira figura que tende a vir à mente dos líderes para a escolha do DPO é o responsável pelo departamento jurídico. Afinal, estamos falando de uma lei — e quem melhor que um profissional do Direito para compreender os meandros das legislações brasileiras?

 

Há, ainda, os que atribuem ao líder de TI a melhor capacitação para o cargo. Ele está familiarizado com as ferramentas que coletam e armazenam os dados, assim como com aquelas que garantem a segurança da informação.

Embora a função possa ser ocupada por um prestador de serviços terceirizado, empresas tendem a voltar os olhos para dentro de casa em busca do perfil ideal

Outro profissional cogitado para ocupar (ou talvez, acumular) a função é o de relações institucionais. Ele reúne habilidades de comunicação fundamentais para traduzir e endereçar qualquer crise. É provável, ainda, que em algum momento já tenha entrado em contato com inúmeros dos agentes com os quais o DPO terá de se relacionar — do proprietário do dado ao poder público.

 

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