Empreg(h)abilidade

Se você ainda pede ajuda para a TI, precisa ler esse artigo

Agora as empresas não têm suporte da tecnologia, elas são a própria tecnologia

Pedro Bicudo

Se você ainda pede ajuda para a TI, precisa ler esse artigo

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A Tecnologia da Informação surgiu no finalzinho do segundo milênio e culminou com o estouro da bolha ponto com no ano 2000. Este período foi marcado pelas expectativas em relação ao novo ciclo que estava por começar e, desde então, a TI vem se reinventando múltiplas vezes. O licenciamento de software está dando espaço ao open source. A posse de ativos está cedendo à nuvem. O modelo as-a-service vem crescendo consistentemente.

 

Na época de seu nascimento, a TI surgiu como suporte ao negócio, automatizando processos, e atualmente vem sendo rapidamente absorvida e misturada na empresa digital. No novo milênio, a empresa digital não tem suporte da tecnologia. A empresa digital é a PRÓPRIA tecnologia. A questão é: você está preparado para fazer parte desse cenário?

Agora, novas competências são necessárias para toda a classe de colaboradores, pois todos — sem exceção — são de tecnologia e de negócios. Não existe mais separação. O profissional não pode responder a um questionamento dizendo: “vou perguntar para TI”, pois o conhecimento em tecnologia está (ou deveria estar) inserido na profissão de cada um. É isso que as empresas esperam de seus funcionários.

 

Em uma analogia simples, imagine que há quinhentos anos o capitão da caravela tinha o que podemos comparar a uma “pessoa de suporte de tecnologia”, que sabia usar o astrolábio para indicar a posição da caravela no meio do oceano. Hoje, um comandante de avião sabe calcular a sua localização e não tem mais esse suporte, simplesmente porque o próprio avião já é um produto digital. Da mesma forma, no ambiente corporativo precisamos estar preparados para assumir este papel de piloto dentro das nossas funções.

O novo cenário não precisa ser temido, e sim visto como oportunidade. Acredito que a inserção da tecnologia cognitiva e analítica que aprende e fornece previsões produz um aumento da capacidade humana que marcará o terceiro milênio. Mesmo assim, não faltam artigos e livros em torno dos novos riscos que surgem com a inteligência artificial, e o medo é um instrumento importante para nos forçar a avaliar as consequências. Isso não significa que vamos impedir o desenvolvimento da I.A, e sim que devemos nos preparar para ela. Estamos vivendo um processo evolutivo irreversível.

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