Mercado

Smarter Outsourcing: a inteligência como diferencial

O que acontece com a terceirização de mão de obra neste novo cenário?

Pedro Bicudo

Em 2018, a empresa global de pesquisa e consultoria Information Services Group (ISG) realizou cinco estudos no mercado brasileiro de tecnologia. Em todos eles, ficou claro que os provedores de serviços de TI que atuam por aqui estão passando por uma profunda transformação. Provavelmente a mais drástica desde a criação do mercado de outsourcing, há cerca de 40 anos. A mudança de modelo de negócios é disruptiva para todas as empresas de terceirização de serviços neste setor.

 

O outsourcing tradicional está baseado em dois modelos: aluguel de capital e mão de obra especializada. O outsourcing de datacenter baseia-se em alugar o espaço físico e os servidores, além de contratar pessoas para operar. Em sistemas, o outsourcing é contratar pessoas para desenvolvimento e manutenção. Era assim que o mercado atuava até agora, mas o jogo mudou.

 

O motivo de tal transformação é a ampla e crescente aplicação, no último ano, de Inteligência Artificial (IA), Machine Learning (ML), Robotic Process Automation (RPA) e Computação Cognitiva. Todas essas tecnologias mudam o modelo de terceirização. Isso acontece porque muitas das rotinas de operação de TI são repetitivas, tornando possível a aplicação de bots (RPA) capazes de acionar diversos sistemas e programas sem a intervenção humana. Ao se aplicar ML, essas repetições e padrões são identificados e catalogados para automação, agilizando os processos.

 

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