Empreg(h)abilidade

A revolução da IoT (e o que sua carreira tem a ver com isso)

Mercado brasileiro de Internet das Coisas cresce a dois dígitos por ano e oferece oportunidades para profissionais e empreendedores

A revolução da IoT (e o que sua carreira tem a ver com isso)

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Danylo Martins

Os números impressionam. Até 2020, cerca de 25 bilhões de equipamentos tendem a estar integrados a sistemas inteligentes em todo o mundo, num volume de 50 trilhões (sim, trilhões!) de gigabytes (GB) de dados. A expectativa é que a internet das coisas (IoT, na sigla em inglês) movimente cerca de US$ 19 trilhões até a próxima década, conforme previsão da Cisco – desse montante, a América Latina abocanhará US$ 860 bilhões, e o Brasil será responsável por US$ 352 bilhões. O potencial da tecnologia é gigantesco e as oportunidades para carreira, negócios e empreendedorismo, inúmeras.

 

Enquanto o mundo avança na aplicação de IoT em setores variados, incluindo saúde, agronegócio e logística, o Brasil caminha a passos mais lentos. Mas nem por isso está parado. Neste ano, o país aprovou o Plano Nacional de Internet das Coisas. A tendência é que os projetos com uso da tecnologia ganhem mais fôlego a partir de agora. Por enquanto, o mercado nacional de IoT tem crescido a uma taxa anual de 20% e o avanço de dois dígitos deve ser mantido pelos próximos cinco anos. Nada que possa ser desprezado. Muito pelo contrário. Em 2019, o ecossistema brasileiro de IoT como um todo (que vai desde os sensores até a apuração e tratamento dos dados coletados) deve movimentar ao redor de US$ 9 bilhões, segundo a estimativa mais recente da IDC Brasil.

 

“O Brasil está adotando a Internet das Coisas, mas não na mesma velocidade que as grandes potências. Nosso ecossistema de IoT é 20 vezes menor em relação aos EUA”

 

“É um conjunto de tecnologias e soluções com índice de crescimento muito expressivo porque é algo que as empresas conseguem gerar um retorno muito positivo num tempo curto”, analisa Pietro Delai, responsável pelo mercado de cloud e software para América Latina da IDC. Por mais que o setor tenha evoluído, com cifras cada vez mais polpudas, não há dúvidas de que falta (e muito) para a IoT ser uma realidade como ocorre em outros países. A comparação com o mercado americano assusta: o ecossistema de IoT no Brasil está na casa de 20 vezes menor em relação aos Estados Unidos. “Estamos adotando num ritmo positivo, mas ainda não temos uma posição de destaque”, observa Delai.

 

A boa notícia é que o caminho de oportunidades começou a ser pavimentado. Há, sim, desafios de infraestrutura e conectividade, porém grandes empresas e startups têm driblado esses obstáculos. A aplicação de IoT ganha tração em setores como agronegócio, logística, transportes e energia. “Hoje, as maiores oportunidades estão em indústrias e agronegócio, principalmente para ganho de produtividade e redução de custos”, avalia o engenheiro mecatrônico Flavio Maeda, presidente da Associação Brasileira de Internet das Coisas (Abinc).

Desde 2009, ele começou a se envolver com o tema e, aos poucos, desenvolveu um trabalho de evangelização sobre IoT. O assunto interessou outros profissionais e empreendedores. Desse grupo, nasceu em 2016 a Abinc. Organizada em comitês, a entidade faz eventos on-line e presenciais sobre o uso de IoT em saúde, cidades, varejo, indústrias, entre outros segmentos. É uma forma, inclusive, de ampliar o conhecimento de pessoas que têm curiosidade aguçada sobre a atuação profissional na área.

 

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