Brasil fica em 80º em ranking global de competitividade de talentos

Fuga de cérebros é um dos motivos para piora do desempenho do País em lista produzida pelo Insead
24/01/2020

O Brasil perdeu oito posições no Ranking Global de Competitividade de Talentos, divulgado pelo Insead. Dos seis pilares avaliados para compor a lista, o País caiu em cinco e ficou estável em um. Entre os motivos para a piora está a incapacidade de criar, reter e atrair novos talentos.

 

 

A lista divulgada pelo Insead é apenas mais um indicador de como o Brasil tem sofrido para se adaptar e aproveitar as oportunidades trazidas pela economia digital. Existe uma falha sistêmica na quantidade de pessoas formadas para carreiras de tecnologia em comparação com a quantidade de vagas criadas, gerando um grande déficit, além de problemas sérios na absorção de habilidades necessárias a essa nova economia que emerge, como pensamento crítico, liderança, resolução de problemas complexos, entre outros.

 

 

Além disso, o País tem assistido a uma fuga de talentos elevada, o que dificulta ainda mais o cenário e, para completar, a atratividade para estudantes e profissionais estrangeiros também é muito abaixo da média.

 

 

Na análise por país, o Insead ressalta que o Brasil tem a pior pontuação entre os países que compõem o grupo dos BRICS. Em atratividade, por exemplo, das 132 nações avaliadas, o País ocupa a posição de 96, e em habilidades técnicas figura como 101º. A mesma análise mostra que o Brasil aparece bem ranqueado em educação formal, por ter um sistema educacional sólido (ainda que com deficiências), ocupando a posição 56, e acesso a oportunidades, em 41º. Por outro lado, ambiente regulatório (85) e ambiente de negócios e trabalho (91), dependem de muita melhoria.

 

 

O País precisa atacar urgentemente:

 

 

– Ambiente regulatório, para simplificar o ambiente de negócios

 

 

– Relação entre pagamento e produtividade

 

 

– Abertura externa

 

 

– Atração de estudantes e profissionais internacionais

 

 

Empregabilidade

 

 

– Formação em habilidades técnicas para oportunidades presentes

 

 

– Acelerar formação e/ou ampliar atração de cientistas e engenheiros

 

O ranking é liderado por Suíça, Estados Unidos e Singapura, respectivamente. Esses países têm pontuação que varia entre 78 e 81. O Brasil, apenas para comparação, tem 38. Na avaliação por cidades, São Paulo é a mais bem posicionada do Brasil e da América Latina, surgindo em 84º. No País, além da capital paulista, foram avaliadas Brasília e Rio de Janeiro.