5 maneiras de aliviar a pressão e melhorar a produtividade

Hays enumera formas de crescer os negócios que fogem dos métodos atuais
14/01/2020

As organizações valorizam a produtividade porque é um dos principais direcionadores de negócios e de crescimento econômico – sendo o outro o aumento no número de pessoas que trabalham. Entretanto, de acordo com a Hays, empresa de recrutamento, muitas empresas estão começando a questionar os métodos atuais de mensuração e melhora da produtividade. Segundo a empresa, agora é o momento de explorar outras abordagens.

 

 

O Hays Journal – publicação que fornece insights globais sobre o mundo do trabalho – reportou em sua mais recente edição que, de acordo com a análise da Deloitte sobre os dados da Organização Internacional do Trabalho, que o crescimento da produtividade não superou o pico de 3,9% atingido em 2006, antes de cair acentuadamente após a crise financeira de 2008.

 

 

“A estagnação dos baixos índices de produtividade traz a necessidade da revisão dos critérios utilizados globalmente para a análise deste parâmetro. Muitas companhias globais ainda utilizam como base da medição da produtividade principalmente os resultados finais isolados, o que na prática significa que estão apenas buscando melhores resultados por meio da pressão dos colaboradores”. afirma André Ferragut, Gerente Sênior de Recrutamento da Hays no Brasil.

“A estagnação dos baixos índices de produtividade traz a necessidade da revisão dos critérios utilizados globalmente para a análise deste parâmetro. Muitas companhias globais ainda utilizam como base da medição da produtividade principalmente os resultados finais isolados”

 

 

O estudo do Hays Journal aponta soluções para este cenário:

 

 

  • Qualidade do serviço: a empresa global de educação Pearson viu seus níveis de produtividade melhorarem desde que os negócios se afastaram de um foco tradicional de produção por hora. “Medir seu desempenho em relação à qualidade do serviço oferecido ao cliente mantém você ágil, revisando seus processos e analisando sua cultura e, portanto, é menos provável que a produtividade caia”, afirma Kevin Lyons, gerente sênior de RH de Londres.

 

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  • Reorganização de processos: a gigante farmacêutica Pfizer simplificou processos, estruturas e governança para criar uma organização mais produtiva que capacite colegas e conduza à tomada de decisões mais rápidas. Reuniões e e-mails são processos que tomam muito tempo e prejudicam a produtividade, por isso um time de voluntários se engajou para criar soluções implementáveis, práticas e rápidas a fim de reorganizar este processo. “As mudanças ajudaram a liberar capacidade de crescimento e também o nosso tempo para focar no que realmente importa – agregando valor aos pacientes e pessoas que precisam de nós”, declara Yulia Novoderezhkina, Business Partner de RH da Pfizer na Rússia.
  • Revisão de funções e responsabilidades: uma pesquisa da consultoria Bain & Company revela que as melhores empresas são 25% mais produtivas do que as demais devido à maneira como gerenciam seus melhores talentos, incluindo as funções e responsabilidades atribuídas a eles. Isso envolve identificar e acompanhar o progresso do talento, reunir equipes com profissionais altamente qualificados e colocá-los para trabalhar em iniciativas mais críticas, e superar obstáculos para que a equipe trabalhe efetivamente em conjunto.

 

 

  • Identificação das necessidades da força de trabalho: Olhar além das funções e responsabilidades organizacionais e atender às necessidades pessoais dos funcionários também pode ajudar a aumentar a produtividade. Juliet Turnbull é fundadora e CEO da 2to3days, uma startup cujo objetivo é promover a igualdade das mulheres no local de trabalho por meio do poder do trabalho flexível. Ela diz que as empresas que estão dispostas a se adaptar para acomodar funcionários flexíveis – por meio, por exemplo, de uma mudança no horário de trabalho ou oferecer tecnologia para adotar o trabalho remoto – têm muito mais chances de ter trabalhadores felizes, mais produtivos e leais. Isso, por sua vez, reduz os custos de recrutamento, impactando imediatamente o lado do custo no cálculo da produtividade.

 

 

  •  Impulso tecnológico: Em seu relatório de 2017 “Um futuro que funciona: automação, emprego e produtividade” o McKinsey Global Institute destaca a automação como uma maneira de compensar o impacto da parcela da população em idade ativa que está em declínio. De acordo com a análise de cenário, a automação poderia aumentar os níveis de produtividade de 0,8 a 1,4% ao ano.

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