Empreg(h)abilidade

Competência fluida: o que é e o que tem a ver com a tecnologia

É hora de entender o que isso significa e qual o impacto dessa habilidade para a sua carreira

Competência fluida: o que é e o que tem a ver com a tecnologia

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Carolina Pereira

Você já deve ter lido aqui no IT Trends sobre como as soft skills têm se tornado cada vez mais avaliadas pelas empresas na hora de recrutar um funcionário. Agora existe, também, um outro tipo de competência para a qual você deve ficar atento: a competência fluida, também conhecida como liquid skill. Já ouviu falar? Se não, é hora de entender o que isso significa e qual o impacto para a sua carreira.

 

A competência fluida nada mais é do que a capacidade constante de aprender e, principalmente, a habilidade de desaprender facilmente aquilo que acredita ser correto, mas que já mudou. Com a velocidade das transformações mais acelerada do que nunca, por conta da tecnologia, esse processo de aprendizado e desaprendizado será cada vez mais importante e constante na vida de todos os profissionais.

O motivo do crescimento da importância dessa capacidade é simples: como muitas pesquisas já mostraram, a evolução da tecnologia irá eliminar muitas funções e criar outras que ainda nem conhecemos e, para sobreviver a este novo cenário, a capacidade constante de aprendizado garantida pela competência fluida será crucial. Só para se ter uma ideia do que está por vir, o relatório “The Future of Jobs” produzido pelo World Economic Forum, mostra que até 2022, 54% de todos os empregados deverão atualizar ou melhorar suas habilidades para se manterem no mercado. 

Com a velocidade das transformações mais acelerada do que nunca, por conta da tecnologia, o processo de aprendizado e “desaprendizado” será cada vez mais importante e constante para os profissionais

Antes dos avanços da tecnologia, até bem pouco tempo atrás, as carreiras tinham uma durabilidade muito longa (em geral, de uma vida inteira), agora é necessário se preparar para ter até seis carreiras diferentes. Com todas essas transformações, como se preparar para a profissão que você ainda nem sabe qual será? O que se sabe é que, diferente do passado, quando podíamos dar ao luxo de terceirizar a responsabilidade do nosso preparo para uma universidade, hoje a educação está nas mãos do próprio profissional. A análise é de Ricardo Basaglia, diretor geral da Michael Page, que conversou com o IT Trends sobre a importância das liquid skills.

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“Em geral, as pessoas ainda estão distantes de ter essa capacidade de aprendizado. Estamos acostumados com a sala de aula. Agora, precisamos formar mais líderes, capazes de pensar e buscar o conhecimento, e menos seguidores”, alerta. Sabe o Waze quando precisa achar uma nova rota? A ideia é que todo mundo também esteja sempre nesse modo recalcular, pensando e reavaliando para onde vai sua própria carreira.  A boa notícia é que, segundo Basaglia, “a necessidade faz com que pessoas se adaptem com mais rapidez”.

 

Para não se perder nesse processo, é importante primeiro avaliar onde se quer chegar, e não o contrário, ou seja, buscar um curso e depois decidir o que fazer com aquele aprendizado (algo muito comum, de acordo com Basaglia). É hora de avaliar todas as suas habilidades e mapear o que ainda deve ser aprendido para chegar onde se quer. Só aí, partir para a busca de conhecimento.

 

E para aprender, as universidades deixam de ser os únicos centros de informação. “No fundo, o que você precisa é conhecimento para colocar em prática – a forma de consumir tem a ver com disciplina para descobrir o melhor formato”, orienta. Neste cenário, a tecnologia ajuda a trazer o protagonismo desse aprendizado para o profissional, já que permite que esse conhecimento seja facilmente adquirido à distância e online. Com tantas ferramentas disponíveis, a importância de dominar o inglês é maior do que nunca. Em resumo, não há mais desculpa para ficar para trás.