Empreendedorismo

Foodtechs: a revolução dos alimentos mal começou

Entenda como o movimento irreversível para o futuro alimentar deve ultrapassar os US$ 250 bilhões de receita no mundo até 2022

Foodtechs: a revolução dos alimentos mal começou

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Françoise Terzian

Já ouviu falar da Calyxt? E da Shioki Meats? Talvez da Solar Foods, Bellwether, Creator, Kiwi, Yo-Kai Express, AWM Smart Shelf, Silo, DishDivvy, Sweetgreen, Apeel, Tracetrust, Goodr ou Just? Não se preocupe se esses nomes soam estranhos para você. Nenhuma dessas empresas é conhecida dos consumidores. Ainda. Todas – a maioria startups – fazem parte da lista das 25 foodtechs mais promissoras do mundo. A mola propulsora de um negócio que ainda engatinha, mas cujo potencial vai alçá-las a um crescimento colossal nos próximos anos.

 

Um negócio irreversível, com potencial para mudar a forma como o mundo produz, distribui, vende, prepara e consome os alimentos. Por trás das tão faladas foodtechs há um elemento-chave: a tecnologia que vai ajudar a criar ou aprimorar a agricultura e a produção de alimentos, a cadeia de suprimentos, os canais de distribuição e, consequentemente, o consumo.

 

Estas startups visam não só reduzir a fome no mundo, mas também tornar a população mais saudável, satisfeita e, pasmem, livre de riscos de contaminação – uma verdadeira salvação para os alérgicos. Acredite: hoje já existe um sensor portátil para você carregar por aí – em viagens e restaurantes – que identifica a presença de glúten e amendoim nos alimentos. Ele foi criado por dois ex-alunos alérgicos do MIT, fundadores da Nima, que agora querem avançar e também detectar lactose em pratos e bebidas, ajudando assim intolerantes a caírem numa enrascada.

Dentre a lista das foodtechs com maior potencial, há uma que você provavelmente está cansado de ouvir falar – Impossible Burger. O caso da fabricante californiana de hambúrguer de carne sem carne, mas com aparência, odor e sabor de proteína animal, só que à base de plantas, é o mais famoso exemplo mundial de foodtech. Para se transformar nesse case inspirador, a Impossible Burger investiu quatro anos e bancou um exército de 100 cientistas, engenheiros de alimento e pesquisadores para chegar a 20 produtos diferentes degustados às cegas por 26 mil consumidores.

 

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