Já pensou em ser um “hacker do bem”? Entenda por que a profissão está em alta

Em tempos de Transformação Digital, profissional se tornou imprescindível para as grandes companhias

Françoise Terzian

13/11/2019

Cerca de 75% de todas as empresas do globo sequer têm um plano formal de resposta a ataques cibernéticos, revela a Fortune. Firewalls e antivírus encontrados pelo caminho são obsoletos, como avisam hackers ouvidos em pesquisas conduzidas nos Estados Unidos. Por isso, o orçamento em segurança cibernética da maior potência mundial só cresce. Foram aportados US$ 14,98 bilhões em 2019, 14% a mais que no ano anterior, segundo a Statista. Não por acaso, há mais de 715 mil especialistas no assunto empregados apenas nos Estados Unidos, de acordo com a Cyberseek. No mundo, 3,5 milhões de empregos em cibersegurança serão abertos em 2021, conforme previsão da Cybersecurity Ventures.

 

Diante desse cenário, nenhuma profissão encontra-se tão em voga no momento quanto a de Hacker do Bem, o chamado Ethical Hacker. O salário desse tipo de profissional de segurança pode chegar a R$ 50 mil por mês – no caso, claro, dos superexperts capazes de descobrir brechas escondidas até nos sistemas mais impenetráveis do mundo, segundo especialistas ouvidos pela IT Trends. Um teste de invasão de uma grande empresa, por sua vez, custa entre R$ 30 mil e R$ 50 mil, podendo chegar a US$ 110 mil nos Estados Unidos.

Quanto melhor, maior o salário. Paga-se muito bem a quem conseguir evitar o desastre. Afinal, o prejuízo à imagem e aos negócios de um banco que tem os dados de seus correntistas vazados é imensurável. Bancar um expert em invasão é infinitamente mais barato que ter seu nome e reputação queimados.