Já pensou em ser um professor de robôs?

Saiba quais são as 8 habilidades necessárias para ensinar os bots a falar com clientes
17/06/2019

Com certeza você já conversou com um chatbot em algum site para tirar dúvidas sobre algum produto ou serviço. Mas você já pensou que por trás desse robô existe um profissional que pensou em todas as perguntas possíveis para que ele possa ter as melhores respostas na ponta da língua? O professor de robôs, responsável por todo esse conteúdo, já existe e é a primeira profissão a ser abordada aqui na série Carreiras em Alta, do IT Trends.

 

Um estudo da Cedro Technologies divulgado no ano passado aponta que 90% dos processos feitos corriqueiramente nas companhias pode ser feitos por chatbots, capazes de simular uma conversa com um ser humano. Os bots estão cada vez mais populares na automatização do atendimento, mas o bom funcionamento desse robô depende do desenvolvimento de roteiros adequados para as conversas. O grande desafio é alimentar o robô constantemente e mantê-lo atualizado para que possa interagir da melhor forma. Para isso, o escopo do professor de bots permeia desde criar uma estratégia de fluxo de conversa que tenha sentido, até a construção da linguagem utilizada.

 

Por conta disso, muitos desses profissionais que já estão trabalhando na área têm formação na área de comunicação. É o caso da professora de robôs que conversou com o IT Trends, Maria Carolina Gil, responsável por desenvolver conteúdos para bots da Hi Platform, que tem clientes como Netshoes e Porto Seguro. A empresa já possui 15 profissionais para essa função de conteudista, e expectativa de contratar mais em breve.

Ela explica que, para seguir nessa carreira, é importante ter familiaridade com a língua, para escrever e corrigir os textos. “Mas, acredito que vai além dessa especificidade. Sinto que é mais importante termos a noção de contexto, interpretação e linguagem no geral (textual, auditiva e visual) do que de regras ortográficas”, explica a conteudista.