Empreg(h)abilidade

Learning agility e outras habilidades valorizadas pelos CEOs

Presidentes de grandes empresas afirmam que agilidade de aprendizagem é uma das características mais requisitadas da atualidade

Learning agility e outras habilidades valorizadas pelos CEOs

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Carolina Pereira

“Hoje a skill mais importante do mercado é learning agility”, afirma Gustavo Gennari, CEO da FIAP, que participou de painel durante o evento Forum Brasil Digital no último dia 21. Ele define essa habilidade, que se resume na agilidade de aprendizagem, como uma “power skill” necessária atualmente para pessoas, empresas e nações que pretendem passar pela transformação digital. “A cultura do aprendizado contínuo precisa ser fomentada dentro das empresas pequeno, médio ou grande porte”, alerta.

 

Ana Paula Assis, presidente da IBM América Latina, também reforça a necessidade de profissionais e empresas terem foco na capacidade de aprender rapidamente pois, segundo ela, 40% do que conhecemos hoje, vamos ter que esquecer em breve para aprender coisas novas. Além disso, a resiliência, a capacidade de se reinventar e aprender com os erros também são apontadas pela executiva como características essências na atualidade. Assim como Gennari, Ana Paula também concorda que, neste novo cenário, há responsabilidade das empresas em educar pessoas.

 

Tania Cosentino, presidente da Microsoft, é outra executiva que faz parte do grupo que defende que learning agility faz toda a diferença para os profissionais hoje, junto com habilidades como adaptabilidade e capacidade comunicação. Ela também considera que a empresa deve fazer a sua parte para estimular essas capacidades entre seus funcionários. “Temos que fomentar os comportamentos desejados por meio da forma como avaliamos e remuneramos os funcionários, e isso faz parte da transformação da Microsoft”, conta.

 

 

A estratégia da Microsoft nesse sentido inclui dar informação e empoderar pessoas para buscar novos conhecimentos e premiá-las. Fomentar o ambiente diverso e inclusivo, para Tania, também é essencial neste cenário. Toda essa transformação cultural, segundo a executiva, é uma jornada pela qual a Microsoft tem passado nos últimos cinco anos.

 

Aprender trabalhando

 

Para o economista americano Paul Romer, vencedor do Prêmio Nobel de Economia de 2018, que também esteve no evento, o trabalho é o principal local de aprendizagem dos profissionais hoje, e Gennari, da FIAP, concorda. “Paul Romer disse que temos que aprender trabalhando, por isso vamos nas empresa procurar problemas para os alunos resolverem”, conta. “O conhecimento é importante, mas o que você vai fazer com ele é muito mais”, diz.

 

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