Mercado de TI no Brasil deve crescer 4,5% em 2020, segundo IDC

Alta no Brasil será impulsionada por investimentos nos pilares e aceleradores da terceira plataforma tecnológica
04/12/2019

A empresa de inteligência de mercado IDC prevê um crescimento de 4,8% no mercado de TI na América Latina em 2020, enquanto no Brasil, a previsão é de um aumento de 4,5% no próximo ano. Os dados foram divulgados durante a conferência IDC FutureScape 2020.

 

A alta no Brasil será impulsionada principalmente por investimentos nos pilares e aceleradores da terceira plataforma tecnológica. A expectativa é de que o país invista US$ 48 bilhões em TI e US$ 41 bilhões em serviços de telecomunicações em 2020.

 

As tecnologias denominadas “pilares para a terceira plataforma” incluem cloud, big data/analytics, mobilidade e empreendimento social. Para Ricardo Villate, vice-presidente da IDC América Latina, o mundo está se aproximando da supremacia digital – o momento em que a economia digital supera o tamanho da economia não-digital.

 

O executivo destaca ainda que um grupo de seis tecnologias aceleradoras da inovação da terceira plataforma passarão de 17% em investimentos para 27% nos próximos cinco anos, crescendo 22% em 2020. Entre elas, se destacam as tecnologias de Inteligência Artificial (44,2% de crescimento em 2020).

Dados da IDC apontam ainda que, em 2023, mais da metade da economia global será digital, para que os investimentos nas tecnologias-chave sejam acelerados e novos modelos operacionais obtenham hipervelocidade, hiperescala e hiperconexão.

 

  •  Hipervelocidade: a capacidade de criar e melhorar serviços e experiências digitais a um ritmo 100 vezes mais rápido do que hoje.

 

  • Hiperescala: aplicações e serviços digitais serão desenvolvidos e implementados nos próximos quatro anos – como nos últimos 40 anos – e bilhões de dispositivos de borda (Edge) e milhões de localizações de Edge Computing serão implantados.

 

  • Hiperconectividade: ampliando seu próprio poder inovador por meio de comunidades de código e dados de terceiros e criando novas fontes de renda mediante a distribuição de seus próprios serviços digitais para outras cadeias de suprimentos digitais.