Empreg(h)abilidade

Mulheres e futuro do trabalho: a desigualdade de gênero será ainda pior?

Estudo aponta que entre 40 milhões e 160 milhões de mulheres podem ter de buscar novas ocupações nos próximos dez anos

Mulheres e futuro do trabalho: a desigualdade de gênero será ainda pior?

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Sergio Teixeira Jr., de Nova York

O desafio da automatização e as possíveis rupturas no que se entende por trabalho são temas cada vez mais importantes no mundo todo – e que merecem atenção especialmente por parte das mulheres. Um novo estudo divulgado pelo McKinsey Global Institute aponta que entre 40 milhões e 160 milhões de mulheres podem ter de buscar novas ocupações nos próximos dez anos, muitas vezes empregos que exigem mais qualificação. Aquelas que forem capazes de navegar essa transição podem ter trabalhos mais produtivos e mais bem remunerados. As que não conseguirem podem enfrentar disparidade salarial e desigualdade de gênero ainda mais agudas que as existentes hoje.

 

O estudo analisou seis países desenvolvidos (Canadá, França, Alemanha, Japão, Reino Unido e Estados Unidos) e quatro economias emergentes (China, Índia, México e África do Sul), um universo que compõe cerca de metade da população mundial e aproximadamente de 60% do PIB global. De acordo com a McKinsey, aproximadamente 20% das mulheres correm o risco de perder seus empregos por causa da automação, um percentual muito parecido com o dos homens.

 

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