Empreg(h)abilidade

Prepare-se para 8 características do futuro do trabalho

CEO da PageGroup enumera as principais tendências para as quais profissionais e empresas devem se adaptar desde já

Prepare-se para 8 características do futuro do trabalho

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Carolina Pereira

O impacto das novas tecnologias nas relações de trabalho, no perfil dos profissionais e no futuro do ambiente corporativo é um assunto que interessa e preocupa a todos atualmente. Já é fato que a automação e uso de tecnologia das empresas irá tirar vagas de emprego dos humanos, então o que devemos fazer quando essa realidade chegar?

 

Quem ajuda a responder essa pergunta é Gijs van Delft, CEO da PageGroup Brasil, que participou do evento “The Future of Work“, que aconteceu em São Paulo hoje (29 de agosto). Segundo ele, em meio a essa ameaça da automação, temos que ser “o mais humano possível”. Ele lista as cinco habilidades mais importantes do futuro do trabalho, e que só os humanos possuem: resolução de problemas complexos, pensamento crítico, criatividade, gerenciamento de pessoas e aprendizado constante.

 

“Cada vez mais o trabalho operacional será feito por máquinas, e a liderança sênior está ficando cada vez mais complexa”, alerta o executivo. Neste cenário de alta complexidade e enaltecimento das características humanas dos profissionais, van Delft afirma que a Quarta Revolução será “sobre pessoas”.  “O que é diferente nessa revolução em relação às anteriores é que tudo está indo incrivelmente rápido. O impacto nas nossas vidas, carreiras e empresas e no nosso dia a dia é maior do que nunca”, analisa.

Enquanto há dez anos as habilidades técnicas reinavam na lista de exigências das empresas na hora de recrutar novos funcionários, agora as habilidades sociais, emocionais e cognitivas, como as citadas por ele, ganham cada vez mais espaço no mercado. Daqui para a frente, elas vão crescer em importância entre os recrutadores e devem ser cultivadas permanentemente, segundo van Delft.

 

Habilidades técnicas estão dando lugar para habilidades que não podem ser substituídas por robôs, como pensamento crítico e capacidade de resolver problemas

 

Ele explica que a inteligência artificial ainda precisa do fator humano para ter uma melhor performance e atuar em situações complexas e críticas que requerem julgamento e pensamento criativo, outro motivo para os profissionais estarem atentos a essas habilidades. O executivo também dá uma lista de 8 características do futuro do mercado de trabalho às quais profissionais e empresas devem ficar atentos:

 

8 características do futuro do trabalho

 

1 – Mais competição: o mercado está se tornando cada vez mais competitivo globalmente. Antes, para uma seleção para uma vaga, a competição era com as pessoas da mesma cidade, e do mesmo segmento de atuação. Agora, as buscas são feitas globalmente, e o candidato pode vir de qualquer lugar do mundo, segundo o CEO da PageGroup.

 

2 – Adeus à carreira vitalícia: ter um emprego para a vida toda, além de ser uma realidade que não mais existe, também deixou de ser atraente para os profissionais. Na contramão, a tendência agora são os empregos temporários, que estão crescendo no mundo todo, e também no Brasil. “No futuro teremos candidatos trabalhando duas ou três horas por dia para uma empresa e mais duas ou três horas para outra”, conta van Delft. O modelo de trabalho temporário é flexível e muito focado em pontos específicos. Hoje, o trabalhador temporário é considerado principalmente para mão de obra operacional, mas cada vez mais empresas estão usando este formato de contratação para média e alta gerência, ainda de acordo com o executivo.

 

3 – Aprendizado por toda a vida: quem deixar de aprender, melhorar e se atualizar acabará ficando fora do mercado. “Nos últimos anos, o acesso que temos a conteúdos que nos permitem o autoaprendizado é incrível. Nosso filhos, as gerações Y e Z, são as primeiras que podem ensinar algo aos pais”, exemplifica o CEO. “É preciso se atualizar com cursos de curta duração, e desenvolver o autoaprendizado o tempo todo”, alerta.

 

4 – Local de trabalho flexível: segundo a PageGroup, 69% dos profissionais querem mais flexibilidade e 61% possuem alta adaptabilidade. Ter um local de trabalho flexível tem se tornado importante para as pessoas e é uma prática com cada vez mais empresas adeptas. No futuro do trabalho, a flexibilidade será ainda mais importante.

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5 – Trabalho dinâmico: as pessoas atualmente procuram por desafios, novos ambientes. “É preciso ter adaptabilidade para mudar de ambiente o tempo todo”, alerta.

 

6 – Desenvolvimento tecnológico: os cobots, colaborated robots, já estão trabalhando junto com as pessoas em muitas empresas. Não faltam exemplos de setores em que a inovação está modificando o dia a dia dos profissionais. A área de recrutamento, por exemplo, já utiliza artificial intelligence para tornar o processo mais produtivo e eficiente, segundo o executivo. “Muitos candidato ainda são resistentes a fazer entrevistas de emprego por vídeo. E nas entrevistas feitas por robôs, apenas 40% dos candidatos chegam até o final”, conta. Ele lembra que a adoção de tecnologia nem sempre é tão rápida quanto imaginamos, mas é preciso se adaptar. O lado humano, porém, ainda é essencial em muitos casos. “Em recrutamento o fator humano ainda é peça-chave para promover a diversidade”.

 

7 – Economia globalizada: no futuro do trabalho, os profissionais terão cada vez mais envolvimento em projetos globais das empresas em que atuam, tendo que lidar com times de diferentes países.

 

8 – Novas profissões: 65% das profissões que as crianças de hoje terão no futuro ainda não existem. Em todos os segmentos, muitos empregos novos surgirão, de acordo com o especialista. “É incrível a rapidez com que novas profissões estão sendo criadas. Lidamos com isso todos os dias”, conta. Na PageGroup, muitas vezes os clientes nem sabem como chamar a profissão para a qual estão buscando profissionais no mercado. “Eles sabem que têm um problema para ser resolvido. Nós os ajudamos até a criar o nome do cargo”, diz.