Carreira

Prepare-se para a era dos robôs recrutadores

Entenda como as máquinas estão lendo CVs e ranqueando candidatos nos processos seletivos

Prepare-se: os robôs chegaram ao RH das empresas. Eles estão lendo o seu currículo, avaliando suas qualificações e calculando o seu potencial de ocupação da sua tão sonhada vaga de emprego. Se os dados checados pelas máquinas não forem suficientes para a posição, você está fora do processo. Na prática, a Inteligência Artificial está ajudando recrutadores e empresas a ganhar tempo ao apontar, na ordem de importância, os profissionais mais estratégicos para cada posição.

 

O que estes robôs recrutadores fazem é, a grosso modo, parecido com o trabalho executado pelos robôs do Google durante uma pesquisa no buscador. Páginas que mais têm proximidade com a palavra-chave buscada, ficam melhor ranqueados. Isso significa que ser efetivamente adequado para a vaga já não é mais suficiente. Você vai precisar ir além se quiser ser notado pelos robôs e ser chamado para uma entrevista.

 

Com essas mudanças, os candidatos precisam rever a forma como preenchem seus currículos:  eles precisam ser escritos de forma mais personalizada para cada vaga, com extrema atenção nas palavras empregadas e detalhamento na definição de qualificações. Agora, é necessário saber “se vender” para os robôs. Ou seja, mandar currículo vai dar mais trabalho. Mas, não mudar a forma como se escreve, pode te fazer ser descartado ou obter um ranqueamento ruim pelo robô.

 

No Brasil, embora o tema seja novo, já há empresas que abraçaram a Inteligência Artificial na aquisição de talentos, como é o caso da Vivo, Ambev, Kraft Heinz, Sicredi e Cielo. Todas elas são clientes da Gupy, startup que tem chamado atenção por ajudar na condução de recrutamento e seleção de candidatos com base em inteligência artificial e machine learning. Fundada em 2015, a Gupy oferece uma plataforma que digitaliza todo processo de recrutamento, da busca à contratação do candidato.

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