A revolução do varejo e os impactos para os profissionais

Empresas priorizam candidatos com habilidades de comunicação, iniciativa e adaptabilidade, já que ninguém sabe que cara terá a loja do futuro

Sergio Teixeira Jr., de Nova York

03/10/2019

Uma visão ousada do futuro do varejo fica na esquina da 5ª Avenida com a rua 52, no coração de Manhattan. A principal loja da Nike de Nova York costuma estar no roteiro de muitos turistas que visitam a cidade, pois é ali que eles podem ver as últimas novidades em tênis e materiais esportivos expostas com o capricho e e o cuidado que normalmente se vê em museus. Para a Nike, porém, o recém-inaugurado espaço é muito mais que uma presença comercial na avenida mais famosa do mundo. A loja, inaugurada há pouco menos de um ano, tem o nome pomposo de House of Innovation e é um laboratório para entender o que está acontecendo num setor que passa por uma das maiores transformações de sua história. E essa revolução do varejo terá impacto profundo na vida de quem trabalha nas lojas, dos executivos nos escritórios aos funcionários na linha de frente das lojas.

 

Os seis andares da loja são dedicados – alerta de clichê – à experiência do consumidor. Mas, no caso da House of Innovation, a experiência de comprar um par de tênis é muito diferente e inovadora – e ela começa fora da loja, quando o cliente baixa o aplicativo da Nike. O app serve para marcar sessões de customização de tênis, checar se as peças expostas em manequins estão disponíveis no seu tamanho ou em outras cores ou então mandar várias peças de uma só vez para o provador, sem ter de ficar perambulando pela loja com uma penca de cabides na mão. Os provadores têm espelhos iluminados para mostrar a roupa nas melhores condições possíveis, além de garantir ótimas selfies. Escolheu o que quer levar? Não adianta procurar um caixa. Ou você paga para um dos vendedores que circulam pela loja ou então escaneia as peças no seu celular, faz o pagamento online e simplesmente sai andando da loja.