Sem sinistro! Os impactos da automação na Zurich

As lições da companhia de seguros que colocou robôs para controlar o sistema de aprovação de pagamentos para roubos e furtos de celulares

Tiago Alcantara

05/03/2020

Cena comum pré-Carnaval, os escritórios da seguradora Zurich estavam decorados e repletos de um clima animado antes da festa que para o Brasil. Curiosamente, na mesma época a empresa costuma ser bastante acionada por seus clientes por conta do aumento nos números de furtos e acidentes com celulares. A diferença para os outros carnavais é que os sinistros — como se chamam esse tipo de ocorrência — tiveram seus pagamentos processados por softwares em boa parte do processo. Essa é só um exemplo das mudanças trazidas pela automação na empresa, que atua há 80 anos no Brasil.

As pessoas que antes eram responsáveis por esse tipo de ação “repetitiva e massante” foram deslocadas para áreas estratégicas e funções mais nobres, segundo o diretor executivo e de ações de TI da Zurich, Marcelo Alvalá. A automação na Zurich se refletiu em 30 posições. Destas, mais de 20 foram de colaboradores realocados, enquanto algumas das posições foram fechadas. Atualmente, a companhia já desenvolveu mais de 50 robôs para simplificação de tarefas, desde finanças até atividades repetitivas de RH.

O executivo conversou com o IT Trends sobre as principais dores e aprendizados do processo de automação. E ainda deixou um aviso: “a robotização é um caminho sem volta”.