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Prepare-se para estar no centro na sociedade 5.0

É hora de posicionar o ser humano no centro da inovação tecnológica

Tempo de leitura: 11 minutos

Um mundo novo vem aí. Na verdade, o mundo permanecerá o mesmo, mas a lógica de como ele funciona é que vai mudar. E muito. Essa é a proposta da Sociedade 5.0, um projeto ousado — mas imprescindível — do governo japonês para impulsionar o desenvolvimento de uma sociedade que utilizará as inovações desenvolvidas pela Indústria 4.0 para impulsionar a qualidade de vida das pessoas. O próprio país define o conceito como uma sociedade “supersmart” onde tecnologias como IoT, Inteligência Artificial, Big Data e robótica vão ajudar a solucionar os atuais problemas sociais. 

 

A principal expoente do mundo no assunto — Yoko Ishikura — esteve no Brasil pela primeira vez em março de 2019 para palestrar sobre a iniciativa com CIOs e CEOs das maiores empresas do país no IT Forum. Professora emérita da Universidade Hitotsubashi e consultora independente em estratégia global e talentos, Yoko afirmou que um dos problemas sociais mais agudos que o Japão enfrenta hoje é o envelhecimento acelerado da população.  

 

Atualmente há 126 milhões de japoneses vivendo no país, número esse que alcançou seu ápice em 2010, quando chegou a 128 milhões. Desse total, 28% possui mais de 65 anos, quebrando um recorde inédito de um a cada cinco cidadãos ter acima de 70 anos, de acordo o jornal The Japan Times. Traçando um paralelo com o nosso país, 13% dos brasileiros são considerados idosos, segundo o IBGE. Isso significa que, em números percentuais, o Japão possui mais que o dobro de idosos, com um número de habitantes que equivale a quase metade da nossa. 

 

Ishikura revelou aos convidados mais um dado preocupante. A pesquisa realizada pela Universidade Nacional de Singapura e o Instituto de Educação de Hong Kong, publicada pela The Economist, aponta que perto de 30% das suas residências nipônicas são constituídas por apenas uma pessoa. Ou seja, um terço da população vive sem a companhia de pais, filhos, avós ou amigos. Na Índia, esse número representa menos de 5%. Isso inevitavelmente cria enormes desafios para a previdência social, o mercado de trabalho e a saúde pública. 

 

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