Empreendedorismo

Você sabe o que significa ter um negócio como estilo de vida?

Saiba o que fazer para trilhar esse caminho que alia receita com qualidade de vida e tem a tecnologia como principal aliada

Você sabe o que significa ter um negócio como estilo de vida?

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Danylo Martins

O empreendedorismo está a todo vapor. Basta notar o avanço célere das startups mundo afora, inclusive no Brasil. A receita de sucesso é conhecida: fisgar clientes, ganhar tração, alçar novos voos e mercados, conquistar investidores e, quem sabe, vender a empresa para corporações ou fundos de capital de risco. Mas enquanto esses negócios nascentes buscam o crescimento exponencial, há quem prefira trilhar um caminho diferente, nem por isso menos lucrativo: transformar uma paixão ou um sonho em algo que dê, sim, dinheiro, mas, sobretudo, qualidade de vida. Tudo isso, em geral, viabilizado pela tecnologia. E isso tem nome: “lifestyle business”, ou negócio como estilo de vida, no português claro.

 

É tendência no mundo. Conforme o relatório “Independent work: choice, necessity, and the gig economy”, publicado em 2016 pela consultoria McKinsey, de 20% a 30% da população em idade ativa nos Estados Unidos e na União Europeia (um contingente equivalente a 162 milhões de pessoas) atuam de forma independente por meio de plataformas de serviços, venda de produtos ou aluguel de bens pela internet. Na definição da consultoria, o trabalho independente tem três características cruciais: alto grau de autonomia, pagamento por tarefa, atribuições ou vendas, e relacionamento de curto prazo entre o empreendedor e os clientes.

 

No caso brasileiro, não há dúvida de que a crise econômica e os respingos dela levaram muita gente a procurar alternativas de renda. Por outro lado, a situação dos últimos anos também impulsionou quem já tinha um objetivo definido de trocar o ambiente corporativo por um negócio próprio. Por que não arriscar? Essa pergunta ressoou com força na cabeça do publicitário paulista Arthur Donato, de 29 anos.

Ao contrário das startups, estes negócios não buscam crescimento exponencial, e estão sempre alinhados com o estilo de vida dos fundadores

 

O estalo veio em 2017, ano em que ele começou a se organizar para a transição. Depois de atuar em produtora audiovisual, encerrou no ano passado a carreira corporativa na agência de comunicação e relações públicas KB Comunicação, onde estava havia quatro anos. A meta era trabalhar de um jeito mais confortável, com mais flexibilidade, independência e liberdade de horário. Para dar vazão ao sonho, ele montou uma reserva equivalente a três meses de despesas e lutou contra a ansiedade. “Saí da empresa em baixa temporada, com pouca demanda por projetos”, conta o diretor de arte e fundador da Ive.

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